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Mais um.
- Façam as Pazes!
Alguém gritou, mas ninguém ouviu.
E do lado oposto de um canto escuro da vida, aqueles olhos negros se apertaram gerando um equivocado entendimento do que se acabara de ouvir.
Então aquele indivíduo de barba mal feita e revólver em punho lentamente ergue sua mão e beija sua medalha de São Jorge, que levava consigo presa em sua correntinha no punho esquerdo. Seus movimentos eram lentos e a batida do coração cadenciada. Ninguém percebia.
-...As pazes!
E o cowboy nada americano deposita um sorriso amargo no canto da boca, assim como ele fez diante de seu último trabalho na noite passada. Não havia muita luz, apenas o brilho apressado e um barulho surdo sucumbido pelo trânsito tortuoso de uma grande avenida. Tortuosa vida...
Sabia-se que não havia mais esperança - mais vozes ao fundo - Então, tudo se calou.
Seu trabalho estava chegando ao fim, o anjo invisível observava calado tudo do alto. O triste trabalho de apaziguar lembranças. E, no leito, a lua iluminava melancolicamente o momento.
Agora, de mãos dadas, pai e filho. E com os olhos embebidos de lágrimas, o pai chorou. De súbito, um abraço e o perdão. Silêncio. Anjo e Demônio juntos. E mais um trabalho bem feito...
Escrito por
Felipe Fernandes //09h46
assalklsakasn
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